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Home » Noticias » Especialista dá 8 dicas sobre como cuidar melhor das máquinas agrícolas


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Marcos Milan, afirma que usar a máquina durante toda a sua vida útil evita prejuízos ao produtor. “Quanto mais usar a máquina, menos custo fixo ele vai ter de pagar. Se não usar até o fim, pode depreciar o produto”, ensina.

Máquinas agrícolas como tratores podem durar, em média, entre 10 mil e 15 mil horas, dependendo da cultura e da intensidade de uso, influenciando no momento de manutenção ou de troca. “O que não pode é tomar as decisões baseadas no que seu vizinho faz. Cada situação é única, variando de acordo com o que acontece dentro da porteira”, aconselha Milan.

Uso responsável

Para saber quando e o que fazer como equipamento, o especialista indica duas coisas: seguir o manual do fabricante, que prevê as datas de manutenção de acordo com as horas de uso (igual à quilometragem de carros); e ter uma caderneta para controle das despesas com consertos, datas de revisão, gastos com combustível, entre outros dados. “Toda a manutenção de máquinas passa pela gestão correta da frota.” Outro fator que interfere diretamente na vida útil do produto é o uso responsável. Segundo o professor Milan, ações simples podem gerar economia em manutenção e melhores resultados no campo (veja a lista abaixo).

Ponto de troca

Considerar a troca definitiva da máquina também requer planejamento. O chamado “ponto de troca” depende de diversos fatores, mas basicamente é resultado da comparação entre gasto com manutenção e o preço de uma máquina nova. Há um cálculo relativamente simples, como explica José Paulo Molin. “Quando o valor de manutenção fica alto demais ou chega a 100% do preço de um novo, é preciso considerar uma máquina nova”, explica. “A troca também depende da disponibilidade de financiamento: se for a baixo custo, pode ser que valha a pena trocar, mas é preciso pôr na ponta do lápis”, complementa Milan.

Confira as 8 dicas do professor Marcos Milan para aumentar a durabilidade dos equipamentos:

1 - Gestão da frota

Anote tudo relacionado a cada máquina: custos de manutenção, gastos comcombustíveis, entre outros dados. Com eles, será mais fácil decidir pelo conserto ou troca definitiva do equipamento.

2 - Leia o manual do fabricante

Ele precisa ser seguido à risca, pois a partir dele é agendada a manutenção preventiva.

3 - Atenção às peças frágeis

Há peças, como as correias, que quebram mais facilmente. Dê atenção especial a esses itens e, se possível, estoque-os na propriedade para um conserto mais rápido.

4 - Verifique sempre

Entre uma manutenção e outra, pode haver imprevistos. Identificar o problema no início pode evitar que outras peças se danifiquem e gerem gastos maiores.

5 - Boas práticas

Use implementos adequados quanto ao peso e tamanho do equipamento; não use a máquina no seu limite de potência; conheça sua máquina e capacite os operadores a identificar algo anormal.

6 - Esteja atento aos sinais de defeitos

Preste atenção em ruídos, cheiros e vibrações da máquina. Nesses casos estranhos, pare o trabalho e investigue. Não ignore também os avisos de erro no painel. Na maioria das vezes, não é defeito na lâmpada, e sim na máquina.

7 - Aposte em peças originais

Elas são mais confiáveis. Desconfie de itens muito mais baratos que os oferecidos pelos fabricantes: o barato pode sair caro. Se for escolher genéricos, opte por aquelas peças que atendam ao padrão de qualidade a que a máquina está acostumada.

8 - Oficina de confiança

Após o fim da garantia, siga levando o equipamento na assistência autorizada, se os custos não aumentarem consideravelmente. Caso saia muito mais caro, leve a um mecânico de confiança.

 

Foto: Google

Fonte:Revista Globo Rural